[pt] Hatespeech: entre comentários de ódio e discriminação estrutural

Hatespeech é uma prática cada vez mais constante. Enquanto politicamente na Alemanha há uma discussão assídua, e dentro da esfera pública, sobre as consequências aplicáveis aos discursos de ódio propagados nas redes sociais, no Brasil há uma verdadeira inércia pública, nos quais afirmações racistas, homofóbicas e sexistas fazem parte do dia a dia. Políticos da direita e extrema direita brasileira de grande influência social e política, como o então presidenciável Jair Bolsonaro, emitem corriqueiramente declarações de cunho discriminatório a grupos mais vulneráveis na mídia e mesmo diante do Congresso. Muitas destas declarações aparecem em forma de videoclipes ou posts que abrem espaço para que outras pessoas reproduzam a mesma ofensa em comentários.

O nosso convidado para este programa, Renato Almeida de Freitas Jr. fala conosco sobre como podemos reagir aos hatespeechers racistas, homofóbicos ou sexistas nas suas mais variadas formas, além de apontar para as possíveis causas estruturais e políticas que levaram a essa situação.

Renato é Mestre em Direito pela Universidade Federal do Paraná, formado em Direito pela mesma instituição, pesquisador da área de Direito Penal, Criminologia e Sociologia da Violência. Advogado militante, defende grupos vulneráveis além de ser grande militante do movimento negro, lutando pela garantia de direitos humanos à população negra e à periferia no Brasil. Já foi candidato à vereador pelo PSOL, e segue pelo Brasil palestrando, discutindo e levando aos mais variados grupos a importância de empoderamento negro e consciência da realidade social brasileira.

Convidados:

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[de] Hatespeech: zwischen Hasskommentaren und struktureller Diskriminerung

Hatespeech – ein Begriff der im Moment in verschiedenen Diskursen immer wieder auftaucht. Während in Deutschland in der letzten Zeit viel über die Entfernung von rechten, hetzenden Hasskommentaren aus dem Internet diskutiert wird, steht man in Brasilien vor dem Problem, dass rassistische oder homophobe diskriminierende Aussagen auf politischer Ebene (wieder) zur Tagesordnung zu gehören scheinen. Einflussreiche rechte Politiker wie zum Beispiel Jair Bolsonaro, der auch ein möglicher Präsidentschaftskandidat für die Wahl 2018 ist, äußern in der Presse oder im Parlament diskriminierende Worte gegen jene sozialen Gruppen, die besonders vulnerabel sind. Die Aussagen landen dann teilweise als Videoclips auf sozialen Plattformen, wo sie mit zustimmenden diskriminierenden Kommentaren versehen werden. Ein Szenario das mit dem Einzug von knapp 100 Parlamentarier*innen der AfD vielleicht auch in Deutschland bald zur traurigen Realität werden könnte.

Wie und ob rechtlich gegen diese rassistischen, homophoben und sexistischen Hatespeeches vorgegangen werden kann und worin eventuell eine strukturelle oder politische Ursache für diese Entwicklungen liegen kann, verdeutlicht uns unser Gast, Renato Almeida de Freitas Junior.

Renato hat an der Bundesuniversität Paraná Jura studiert und arbeitet dort jetzt im Bereich des Strafrechts, der Kriminologie und der Gewaltsoziologie. Er setzt sich als Anwalt für benachteiligte soziale Gruppen ein und nimmt eine wichtige Rolle innerhalb des Movimento negro ein – eine Bewegung, die sich für Menschenrechte für die afrobrasilianische Bevölkerung und die Periferien Brasiliens einsetzt. Renato hält an verschiedenen Orten in Brasilien immer wieder Vorträge oder Diskussionen zu diesem Thema und versucht damit, die Relevanz der Emanzipation der afrobrasilianischen Bevölkerung und das Bewusstsein bezüglich der sozialen Wirklichkeiten in Brasilien an ganz verschiedene Menschen heranzutragen.

Gäste:

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