[pt] A atual situação dos direitos indígenas na ONU

Desde o início de janeiro, quando o novo governo de Jair Bolsonaro assumiu a Presidência da República do Brasil, os direitos indígenas estão sendo desmontados: competências da Fundação Nacional do Índio (FUNAI) estão sendo retiradas, o trabalho de ONGs está sendo obstruído pelo governo, repressões estruturais estão aumentando e a violência contra os povos indígenas e ativistas está em largo crescimento. 

Neste programa, falamos com Flavio Machado do Conselho Indigenista Missionário (CIMI) e com Glicéria Tupinambá, irmã do Cacique Babau dos Tupinambá de Olivença. Glicéria e a família dela no passado já sofreram várias ameaças de morte porque estão lutando para o direito de ter de volta o território da comunidade. Pouco tempo atrás foi revelado um plano de como assassinar vários membros da família do Cacique Babau, incluindo Glicéria Tupinambá. O plano foi feito num grupo de Whatsapp e articulava vários milicianos, fazendeiros e policiais para realizar o atentado.

Flavio Machado e Glicéria Tupinambá no momento estão em Genebra, na Suíça, onde estão agindo como consultores no Alto Comissário de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) em relação a atual situação dos direitos indígenas no Brasil. Falamos com eles sobre suas lutas, a chance de apoio da ONU e também da União Europeia e sobre a situação das ameaças de morte.

Confira!


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[de] Kein Recht auf Leben?

Die Lage der Indigenenrechte unter Präsident Bolsonaro

Seit dem Beginn der Amtszeit des rechtsextremen und neoliberalen Präsidenten Jair Bolsonaro Beginn des Jahres 2019 steht es um Indigenenrechte in Brasilien immer schlechter: strukturelle Repressionen und offene Gewalt nehmen zu, die Indigenenbehörde FUNAI bekommt Zuständigkeitsbereiche abgesprochen und die Regierung erschwert NGOs und Aktivist*innen die Arbeit. Wir sprechen in der Sendung mit Flavio Machado vom Indigenen Missionsrat CIMI und mit Glicéria Tupinambá, der Schwester von Cacique Babau, dem Leader der Tupinambá de Olivença. Glicéria und ihre Familie erfuhren in der Vergangenheit immer wieder Morddrohungen, weil sie sich für die Landrechte der indigenen Gemeinschaft Tupinambú de Olivenca einsetzen. Jüngst ist der in einer Whatsapp-gruppe organisierte Mordplan gegen sie aufgedeckt und von den Tupinambá zur Anzeige gebracht worden. Beteiligt an dem Mordplan sind Milizen, Landwirte und Teile der Polizei.

Flavio Machado und Glicéria Tupinambá befinden sich gerade in Genf, wo sie beim Hochkommissariat für Menschenrechte der UN als Berater über die Situation der Indigenenrechte in Brasilien vor allem auch im Zusammenhang mit der neuen Regierung unter Bolsonaro berichten. Wir sprechen mit ihnen über ihre Kämpfe, die Aussichten auf Unterstützungen durch die UN und auch die EU und über das Leben in einem Alltag, der von Morddrohungen durchschnitten wird.


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