[pt] Ate a ultima hora – Alternativas que não a privatização!

Entre os dias 17 e 22 de março ocorrerá o Fórum Alternativo Mundial da Água (Fama), em Brasília. Neste fórum várias organizações não-governamentais, incluindo projetos sociais, entram em cena para reivindicar a água enquanto direito fundamental à vida. O Fama é uma resposta contrária ao Fórum Mundial que também acontecerá em Brasília e nos mesmos dias. O Fórum Mundial da Água reúne várias companhias e corporações internacionais interessadas na privatização das fontes naturais da água e em seu abastecimento.

Em nosso programa abordamos sobre o Fórum Alternativo e também, por exemplo, sobre os acordos que o governo brasileiro está firmando com companhias internacionais (como a Nestlé) e que estão relacionadas com a privatização dos recursos naturais. Temos como convidado Franklin Frederick, um especialista na área. Atualmente ele mora na Suíça e se dedicou a se opor às ações de privatização conduzidas pela Nestlé no Brasil. Também tratamos neste programa sobre a intervenção militar do governo de Temer no Estado do Rio de Janeiro – Jaque que está no Rio compartilhou suas opiniões sobre o caso.

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[pt] pobreza sem fronteiras

Em 2014, o Brasil saiu do Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, a FAO. Porém, três anos depois deste feito que redefiniu a vida de milhares de pessoas, o país corre o risco novamente de retornar para esta dura estatística. A ONG Ação da Cidadania retornou com a campanha ”Natal sem Fome” dez anos depois e trouxe o alerta de que a fome pode voltar a ser um grave problema no Brasil.

Nesta edição do podcast falamos sobre como a pobreza se manifesta no Brasil e na Alemanha e sobre como os problemas sociais estão atrelados a situação política e estrutural dos países.

Falamos também sobre a pobreza dos refugiados/refugiadas na Alemanha, a discriminação e a falta de acesso ao mercado de trabalho e a Educação.

Contamos com a participação de Francisco Menezes do Brasil, que é economista, pesquisador do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase) e consultor de ActionAid Brasil e de Astrid Schäfers, em Berlim. Ela morou um tempo no nordeste do Brasil, é jornalista e trabalha também como professora de crianças migrantes ou refugiados no ensino básico, numa turma que se chama “turma das boas vindas”, onde os meninos e as meninas aprendem alemão.

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[pt] Hatespeech: entre comentários de ódio e discriminação estrutural

Hatespeech é uma prática cada vez mais constante. Enquanto politicamente na Alemanha há uma discussão assídua, e dentro da esfera pública, sobre as consequências aplicáveis aos discursos de ódio propagados nas redes sociais, no Brasil há uma verdadeira inércia pública, nos quais afirmações racistas, homofóbicas e sexistas fazem parte do dia a dia. Políticos da direita e extrema direita brasileira de grande influência social e política, como o então presidenciável Jair Bolsonaro, emitem corriqueiramente declarações de cunho discriminatório a grupos mais vulneráveis na mídia e mesmo diante do Congresso. Muitas destas declarações aparecem em forma de videoclipes ou posts que abrem espaço para que outras pessoas reproduzam a mesma ofensa em comentários.

O nosso convidado para este programa, Renato Almeida de Freitas Jr. fala conosco sobre como podemos reagir aos hatespeechers racistas, homofóbicos ou sexistas nas suas mais variadas formas, além de apontar para as possíveis causas estruturais e políticas que levaram a essa situação.

Renato é Mestre em Direito pela Universidade Federal do Paraná, formado em Direito pela mesma instituição, pesquisador da área de Direito Penal, Criminologia e Sociologia da Violência. Advogado militante, defende grupos vulneráveis além de ser grande militante do movimento negro, lutando pela garantia de direitos humanos à população negra e à periferia no Brasil. Já foi candidato à vereador pelo PSOL, e segue pelo Brasil palestrando, discutindo e levando aos mais variados grupos a importância de empoderamento negro e consciência da realidade social brasileira.

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[pt] Isso não é nada sustentável: projetos de usinas hidrelétricas na Amazônia

 As hidrelétricas como o motor para o desenvolvimento: esse é o slogan desde há muito elogiado na América Latina, uma vez que é considerado por mais de meio século como o melhor caminho político energético de desenvolvimento. Inúmeros governos, empresas de construção e indústrias ainda glorificam esta ideia e empreendem escavações e construções de grandes barragens, a citar no Rio Marañon e Tapajós. Atualmente 240 novas usinas hidrelétricas estão sendo planejadas na área amazônica. No entanto, a fonte de energia aparentemente tão limpa traz efeitos colaterais perversos: assentamentos forçados, destruição ambiental e alto endividamento que compromete o orçamento de estados brasileiros. Para além destes aspectos, as usinas de energia não são uma estratégia de desenvolvimento sustentável, mas se traduzem como apoio central para a mineração e agroindústria. É por isso que nosso convidado, Thilo Papacek, da iniciativa Gegenströmung, vem conosco escoar esse slogan por uma hora.

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[pt] A liberdade de expressão é sacrificada em prol de campanha eleitoral

O governo alemão não cumpriu com o papel de líder global que diz ser detentor após o Dieselskandal e no que se refere as ações repressivas aplicadas pelo Ministro do Interior em 25 de agosto. Neste dia policiais realizaram uma operação de busca em quatro apartamentos em Freiburg e no centro autônomo do KTS. A plataforma linksunten.indymedia.org foi banida sob alegado desvio do direito de associação. Contra essas ações autoritárias foram tomadas ações judiciais além de várias manifestações de apoio de todas as partes do mundo.

 
Em todo o globo forças nacionalistas/conservadoras estão em ascensão. As instituições democráticas e os direitos humanos estão ameaçados tanto no Brasil quanto na Alemanha. Neste sentido, continua sendo atual a Mesa Redonda Brasil (10 – 12.11.2017, Hofgeismar), “Nenhum direito a menos!” que trata exatamente destas questões.

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[pt] Debate capturado: o G20 em Hamburgo e suas consequências

O cume do G20 continuará a ser ocupado por algum tempo. Os partidos estabelecidos, além do partido de esquerda, concordam com as avaliações realizadas, especialmente com a condenação dos protestos pela cúpula. Eles conseguem superar uns aos outros ao fazer exigências absurdas para um monitoramento mais forte do movimento de esquerda nas ruas, e ao conceder passe livre à polícia para se utilizar de meios de contenção muitas vezes considerados ilegais. A equação do extremismo da esquerda e da direita está crescendo novamente.

Mas não é só a política que está fazendo uma verdadeira campanha contra os protestos. Com base em reportagens, toda Alemanha assume que não há mais pedras que em Schanzenviertel, e que todo o inteiro distrito está profundamente chocado. Condições similares as de uma guerra civil sugerem a culpabilidade de black blocks / movimentos de esquerda / caos internacional / Rote Flora.

Apesar deste nível aprofundado de debate, decidimos documentar nossos pontos de vista sobre os eventos, e, não por último, apresentar uma perspectiva do Brasil que teve menos acesso às narrativas que estavam fora da grande mídia.

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[pt] O caso Dieselgate: corrupção “Made in Germany”

Em setembro de 2015 a agência estadunidense de proteção ambiental (U.S. Environmental Protection Agency – EPA) declarou que a limpeza de veículos a diesel da Volkswagen é desligada automaticamente quando os parâmetros ambientais indicam que o veículo não faz parte do banco de testes. Nos meses seguintes a esta afirmação, foi apurado que outros fabricantes de veículos declaravam oficialmente valores de emissões de gases incompatíveis com a realidade. Assim, os fabricantes de veículos deliberadamente passaram por cima das determinações legais de purificação de gases de escape, causando impacto direto na saúde da população em geral.

Para entender melhor este escândalo, temos como convidado em nossa transmissão o Jürgen Resch da Deutschen Umwelthilfe.

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[pt] VIII Fórum Social Panamazônico (FOSPA)

O +1C@fé em parceria com a Rádio A Nave realizou um programa especial direto do VIII Fórum Social Panamazônico (FOSPA), que ocorreu na cidade de Tarapoto, no Peru. O evento teve a proposta de reunir indígenas, quilombolas, ribeirinhos e comunidades tradicionais que vivem na Amazônia. Ao todo, cerca de 2 mil pessoas dos nove países que cortam a maior floresta tropical do mundo participaram do encontro que debateu sobre alternativas para um novo modelo de desenvolvimento.

Além de discutir os impactos socioambientais gerados pela globalização, o Fórum também foi um espaço de integração cultural entre os povos da floresta. Toda a riqueza de cores e sotaques mostrou a diversidade presente na Amazônia. Aproveitamos a oportunidade e nos integramos neste caldeirão cultural.

Conversamos com Rafael Pindard, integrande do Movimento de Descolonização e Emancipação Social  (MDES), da Guiana Francesa sobre a situação do país de 300 mil pessoas que segue, em pleno século 21, em situação de ‘colônia’ da França. Pindard contou no programa sobre como é ser um país que vive sob as regras da União Europeia dentro da América do Sul e destacou os motivos que fazem com que os franceses não queiram abrir mão da Guiana.

Nossa segunda convidada vive numa comunidade tradicional chamada Mazagão Velho, localizada no interior do estado do Amapá. Joseane Calazans é
professora e historiadora. Ela realiza um trabalho de resgate da memória do seu povo junto com a comunidade que se tornou referência na região.

Mergulhe neste universo amazônico com a gente!
Ouça e compartilhe!

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[pt] O tabuleiro dos jogos de poder no Brasil: Operação Lava Jato

A Operação Lava Jato é considerada uma das principais ações contra a corrupção no Brasil. Tendo como uma de suas origens a delação premiada de Alberto Youssef em 2004, a operação vem ganhando cada vez mais apoio contra esquemas de lavagem de dinheiro envolvendo diversos políticos do país nesses últimos três anos. Apesar da grande notoriedade da Lava Jato tanto no Brasil quanto no mundo, há inúmeras críticas sob o modo como são conduzidos os processos.

O podcast de hoje traz Victor Sugasmoto Romfeld, mestrando em criminologia pela Universidade Federal do Paraná, e Hermínia Geraldina Ferreira de Carvalho, especialista em criminologia e advogada especialista em casos de crimes de colarinho branco da Operação Lava Jato. Com uma perspectiva histórica e de garantia de direitos, temos o debate de importantes pontos como a parcialidade da operação, ilegalidade na condução dos processos, controle midiático e político, além da desconstrução de sensos comuns sobre a Lava Jato. A reflexão se faz mais que necessária nos tempos atuais: seria a Lava Jato uma operação indiscriminada de combate à corrupção ou mais um  dos jogos de poderes?

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[pt] Mulheres que ousam: reflexão e debate sobre os desafios da mulher brasileira em tempos difíceis

Com um discurso dos anos 30, assim Temer desejou um feliz dia às brasileiras neste 8 de março. A ousadia se faz mais que necessária agora para a mobilização e luta frente ao retrocesso social experimentado pelo Brasil nesses últimos anos. Com ousadia as brasileiras foram às ruas para lembrar da importância da questão de gênero no Brasil, considerando as milhares e milhares de vítimas de violência e toda forma de preconceito no país. O movimento feminista, que luta contra as mudanças ameaçadoras de discurso, não se restringe ao Brasil, mas contempla vários países vizinhos ao Brasil, além da Europa e Estados Unidos. Com Adriana Mota e Kristina Hinz temos duas especialistas no tema participando desta emissão. Esse podcast é dedicado à análise e reflexão sobre a situação da mulher no Brasil em tempos difíceis e de como o movimento feminista tem se organizado para dar voz às mulheres em meio a um ambiente retrógrado e machista


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