[pt] Entre a fronteira do ódio e da receptividade

O caso dos migrantes venezuelanos em Boa Vista

Segundo dados oficiais do governo brasileiro, cerca de 35000 venezuelanos solicitaram a legalização de seu status no Brasil, principalmente no Estado de Roraima. No entanto, autoridades estimam que mais de 75000 venezuelanos já cruzaram a fronteira brasileira à procura de melhores condições de vida, tendo em vista deterioração de seu poder de compra (e impossibilidade de compra de alimentos), grave crise econômica e política na Venezuela, além da constante violação de direitos humanos, como a restrição da liberdade de expressão. Ao chegarem no Brasil, mais do que enfrentar a fome e a pobreza, Venezuelanos têm que enfrentar diariamente atos de racismo e xenofobia de locais, como os recentes ataques aos abrigos públicos registrados no ultimo mês.

Para tratar desse assunto, temos com convidada a venezuelana Alba que trabalha com os migrantes venezuelanos junto à Fraternidade sem Fronteiras em Boa Vista. Contamos também com a presença de Fabian, Dilly e Stefani com maiores informações para este debate.

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[pt] Luta contra glifosato

A CSU (União Social Cristã, um dos partidos conservadores da Alemanha) tomou a decisão, no final do ano de 2017, de prorrogar por mais cinco anos a licença do uso do agrotóxico glifosato dentro da União Européia, ignorando a recomendação do Ministério do Meio Ambiente da Alemanha que se posicionou contra essa possibilidade, devido aos  riscos ambientais e à saúde desse agrotóxico. Agora a Monsanto, produtora do glifosato, está sob forte pressão pela sua recente condenação nos E.U.A ao pagamrnto de uma multa de não menos que 289 milhões de dólares.
Com esta decisão judicial a cotação da Bayer na bolsa de valores, compradora da Monsanto, sofreu a maior queda dos últimos cinco anos. Pouco tempo depois um juiz brasileiro proferiu decisão suspendendo as licenças de novos produtos que contenham glifosato, e as demais devem ser anuladas nos próximos trinta dias. Em meio a essas notícias continuamos com o tema do último podcast do mês de Julho, no qual discutimos sobre os novos desenvolvimentos dados aos pesticidas. Ao final deste nosso programa tratamos também sobre o forte verão que está assolando a Alemanha nas últimas semanas e sobre as possibilidades que os agricultores têm para se ajustarem às mudanças bruscas de temperatura.

 

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[pt] Com suas próprias armas – acionistas críticos confrontam Bayer

A compra da Monsanto pela Bayer gerou fortes protestos tanto no Brasil quanto na Alemanha. A campanha “Pare Bayer/Monsanto” trouxe a crítica à transgenia e aos agrotóxicos utilizados no agronegócio para a assembleia de acionistas da Bayer AG, realizada no dia 25 de maio na cidade de Bonn, na Alemanha.

Hoje conversamos com dois protagonistas desta resistência.

Alan Tygel, ativista e membro da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida no Brasil fala sobre as ameaças para todo o planeta, sobretudo em relação ao Sul Global: “O Brasil é a lata de lixo tóxica da Europa”.

Christian Russau, da Articulação de Acionistas Críticos/as nos conta como o direito acionário alemão permite que pessoas atingidas pelas empresas possam trazer suas críticas diretamente ao “Coração da Besta”. Elas se encontram cara a cara com os responsáveis pelas escolhas que muitas vezes destroem suas vidas.

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[ pt] Criminalização dos movimentos sociais

A criminalização dos movimentos sociais avança cada dia mais. Projetos de Lei do Congresso brasileiro pretendem, por exemplo, tratar movimentos como organizações terroristas.

Para falar sobre isso e o atual cenário do Brasil, recebemos em nosso programa o jornalista independente Nelson Neto, que atuou entre 2015 e 2016 na Coordenação de Política para LGBT da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania da Prefeitura de São Paulo.

Nesta edição falamos ainda sobre ocupações urbanas e o caso recente de um prédio ocupado que pegou fogo em São Paulo; intervenção militar no Rio de Janeiro; e o caso do Padre Amaro, preso no Pará sob acusações consideradas infundadas.

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[pt] A execução de Marielle Franco

O dia 14 de março foi marcado pelo assassinato da vereadora do PSOL Marielle Franco. Marielle, de 39 anos, foi assassinada por balas quando saiu de um evento sobre a juventude negra. Perdeu a vida também Anderson Gomes, seu motorista. A execução da vereadora negra representa o clímax da crescente violência de anos não somente em Rio de Janeiro como em todo o Brasil.

Conseguimos convidar para a nossa transmissão de rádio online a amiga de Marielle Franco, Monica Santos Francisco. Nossa convidada faz parte do mandato coletivo constituído desde as eleições municipais no 2016.

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[pt] FraPort voando contra o vento: o trabalho internacional em rede d@s adversári@s dos aeroportos

No começo do ano 2018 foi noticiado que a empresa aeroportuária FraPort assumiu o controle do Aeroporto Internacional Salgado Filho de Porto Alegre, Brasil, por 98 milhões de euros. O acionista principal da FraPort AG é o estado federal alemão de Hesse e a distribuidora local (Stadtwerke) da cidade de Frankfurt. Juntos controlam mais de 51% dos ações, podendo, dessa forma, decidir sobre a política empresarial.

Em nosso programa conversamos com a arquiteta Cláudia Favaro que nos informou acerca do movimento de resistência em Porto Alegre. Além disso, contatamos Magdalena Heuwieser da campanha System Change not climate Change que se organizou contra a ampliação do aeroporto de Viena, na Áustria. Ela também faz parte da campanha internacional “Stay grounded” contra a ampliação ou a realização de novas obras em aeroportos no mundo inteiro.

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[pt] Ate a ultima gota – Alternativas que não a privatização!

Entre os dias 17 e 22 de março ocorrerá o Fórum Alternativo Mundial da Água (Fama), em Brasília. Neste fórum várias organizações não-governamentais, incluindo projetos sociais, entram em cena para reivindicar a água enquanto direito fundamental à vida. O Fama é uma resposta contrária ao Fórum Mundial que também acontecerá em Brasília e nos mesmos dias. O Fórum Mundial da Água reúne várias companhias e corporações internacionais interessadas na privatização das fontes naturais da água e em seu abastecimento.

Em nosso programa abordamos sobre o Fórum Alternativo e também, por exemplo, sobre os acordos que o governo brasileiro está firmando com companhias internacionais (como a Nestlé) e que estão relacionadas com a privatização dos recursos naturais. Temos como convidado Franklin Frederick, um especialista na área. Atualmente ele mora na Suíça e se dedicou a se opor às ações de privatização conduzidas pela Nestlé no Brasil. Também tratamos neste programa sobre a intervenção militar do governo de Temer no Estado do Rio de Janeiro – Jaque que está no Rio compartilhou suas opiniões sobre o caso.

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[pt] pobreza sem fronteiras

Em 2014, o Brasil saiu do Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, a FAO. Porém, três anos depois deste feito que redefiniu a vida de milhares de pessoas, o país corre o risco novamente de retornar para esta dura estatística. A ONG Ação da Cidadania retornou com a campanha ”Natal sem Fome” dez anos depois e trouxe o alerta de que a fome pode voltar a ser um grave problema no Brasil.

Nesta edição do podcast falamos sobre como a pobreza se manifesta no Brasil e na Alemanha e sobre como os problemas sociais estão atrelados a situação política e estrutural dos países.

Falamos também sobre a pobreza dos refugiados/refugiadas na Alemanha, a discriminação e a falta de acesso ao mercado de trabalho e a Educação.

Contamos com a participação de Francisco Menezes do Brasil, que é economista, pesquisador do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase) e consultor de ActionAid Brasil e de Astrid Schäfers, em Berlim. Ela morou um tempo no nordeste do Brasil, é jornalista e trabalha também como professora de crianças migrantes ou refugiados no ensino básico, numa turma que se chama “turma das boas vindas”, onde os meninos e as meninas aprendem alemão.

Convidados:

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[pt] Hatespeech: entre comentários de ódio e discriminação estrutural

Hatespeech é uma prática cada vez mais constante. Enquanto politicamente na Alemanha há uma discussão assídua, e dentro da esfera pública, sobre as consequências aplicáveis aos discursos de ódio propagados nas redes sociais, no Brasil há uma verdadeira inércia pública, nos quais afirmações racistas, homofóbicas e sexistas fazem parte do dia a dia. Políticos da direita e extrema direita brasileira de grande influência social e política, como o então presidenciável Jair Bolsonaro, emitem corriqueiramente declarações de cunho discriminatório a grupos mais vulneráveis na mídia e mesmo diante do Congresso. Muitas destas declarações aparecem em forma de videoclipes ou posts que abrem espaço para que outras pessoas reproduzam a mesma ofensa em comentários.

O nosso convidado para este programa, Renato Almeida de Freitas Jr. fala conosco sobre como podemos reagir aos hatespeechers racistas, homofóbicos ou sexistas nas suas mais variadas formas, além de apontar para as possíveis causas estruturais e políticas que levaram a essa situação.

Renato é Mestre em Direito pela Universidade Federal do Paraná, formado em Direito pela mesma instituição, pesquisador da área de Direito Penal, Criminologia e Sociologia da Violência. Advogado militante, defende grupos vulneráveis além de ser grande militante do movimento negro, lutando pela garantia de direitos humanos à população negra e à periferia no Brasil. Já foi candidato à vereador pelo PSOL, e segue pelo Brasil palestrando, discutindo e levando aos mais variados grupos a importância de empoderamento negro e consciência da realidade social brasileira.

Convidados:

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[pt] Isso não é nada sustentável: projetos de usinas hidrelétricas na Amazônia

 As hidrelétricas como o motor para o desenvolvimento: esse é o slogan desde há muito elogiado na América Latina, uma vez que é considerado por mais de meio século como o melhor caminho político energético de desenvolvimento. Inúmeros governos, empresas de construção e indústrias ainda glorificam esta ideia e empreendem escavações e construções de grandes barragens, a citar no Rio Marañon e Tapajós. Atualmente 240 novas usinas hidrelétricas estão sendo planejadas na área amazônica. No entanto, a fonte de energia aparentemente tão limpa traz efeitos colaterais perversos: assentamentos forçados, destruição ambiental e alto endividamento que compromete o orçamento de estados brasileiros. Para além destes aspectos, as usinas de energia não são uma estratégia de desenvolvimento sustentável, mas se traduzem como apoio central para a mineração e agroindústria. É por isso que nosso convidado, Thilo Papacek, da iniciativa Gegenströmung, vem conosco escoar esse slogan por uma hora.

Convidados:

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