[pt] Censura e ameaças de fechamento na comunicação pública brasileira

Voltamos a falar sobre a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que foi criada em 2007 para ampliar a pluralidade da radiodifusão no Brasil – que é tradicionalmente privada e mantida na mão de poucos donos, ou seja, um oligopólio. Retomamos o cenário de desmonte da empresa, que começa em 2016, com o golpe que destituiu presidenta da República, Dilma Rousseff – dias depois do impeachment, o novo governo mudou a Lei da EBC para tirar os mecanismos que visavam sua autonomia. As ameaças à empresa são crescentes, inclusive feitas pelo atual presidente da República, Jair Bolsonaro, que desde as eleições diz que vai fechá-la.

Neste contexto, conversamos com a jornalista Lívia Duarte, que além de fundadora do +1c@afe, trabalhou na EBC e fez uma pesquisa de mestrado na Universidade de Brasília ouvindo trabalhadores empresa. Ela conta que a EBC tem se mostrado um ambiente de muita frustração para os trabalhadores que revelam não conseguir desenvolver uma comunicação de qualidade e que tem sido alvo de censura – há, inclusive, casos foram denunciados publicamente. Falamos, ainda, do atual cenário de crise e desemprego no Brasil. 

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[pt] Deserto ou habitat? O nordeste semiárido

O Sertão se estende nos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe, e ao norte de Minas Gerais, numa área equivalente à França, Alemanha e Inglaterra juntas. Esta região é muitas vezes referenciada como a “casa dos pobres da nação”, uma vez que os consecutivos períodos de seca no passado acarretaram na perda de inúmeras vidas e ocasionaram uma migração interna massiva às grandes cidades brasileiras.

O Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (IRPAA) busca mudar esta imagem por meio da documentação e divulgação de casos bem-sucedidos de um novo estilo de vida econômico e ambiental.

Haroldo e Maria trabalham no IRPAA há décadas e nos apresentam uma primeira perspectiva da região.


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[pt] vaza jato – as revelações do The Intercept

Em Junho 2019 a plataforma Intercept Brasil publicou uma revelação sobre a colaboração entre os procuradores da Lava Jato e o responsável juiz Sergio Moro que desde então se tornou ministro do juiz.

Como consequência desta revelação seria possível a libertação do ex-presidente Lula por conta das indicações evidentes que mostram que a condenação de Lula aconteceu num julgamento com motivos políticos.

Falamos com Mario Schenk, que relata das revelações na plataforma Amerika21.de.

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[pt] 100 dias de governo Bolsonaro

Analisando os primeiros três meses do governo de Jair Bolsonaro como presidente do Brasil parece que as grandes mudanças promovidas em sua campanha eleitoral ainda não foram concretizadas. O governo continua sustentanto uma política neoliberal, racista e retrógrada, no entanto, o sistema político hoje lhe mostra que um presidente não consegue decidir (e governar) sozinho. 

Falamos neste episódio não somente sobre os primeiros 100 dias do governo Bolsonaro, mas também analisamos o que os movimentos sociais e a esquerda brasileira estão fazendo neste primeiro período e do que está em jogo futuramente, afim de encontrar respostas (e de nos unirmos) contra as ameaças constantes de perda de direitos. Trocamos algumas ideias considerando os pronunciamentos do encontro da primavera da KoBra em Frankfurt e no encontro d@s amig@s do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) em Paris, e o ponto de vista de militantes brasileiros e de apoiadores na Europa.  

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[pt] A atual situação dos direitos indígenas na ONU

Desde o início de janeiro, quando o novo governo de Jair Bolsonaro assumiu a Presidência da República do Brasil, os direitos indígenas estão sendo desmontados: competências da Fundação Nacional do Índio (FUNAI) estão sendo retiradas, o trabalho de ONGs está sendo obstruído pelo governo, repressões estruturais estão aumentando e a violência contra os povos indígenas e ativistas está em largo crescimento. 

Neste programa, falamos com Flavio Machado do Conselho Indigenista Missionário (CIMI) e com Glicéria Tupinambá, irmã do Cacique Babau dos Tupinambá de Olivença. Glicéria e a família dela no passado já sofreram várias ameaças de morte porque estão lutando para o direito de ter de volta o território da comunidade. Pouco tempo atrás foi revelado um plano de como assassinar vários membros da família do Cacique Babau, incluindo Glicéria Tupinambá. O plano foi feito num grupo de Whatsapp e articulava vários milicianos, fazendeiros e policiais para realizar o atentado.

Flavio Machado e Glicéria Tupinambá no momento estão em Genebra, na Suíça, onde estão agindo como consultores no Alto Comissário de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) em relação a atual situação dos direitos indígenas no Brasil. Falamos com eles sobre suas lutas, a chance de apoio da ONU e também da União Europeia e sobre a situação das ameaças de morte.

Confira!


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[pt] O desastre está se repetindo

No dia 25 de janeiro o estado de Minas Gerais pela segunda vez sofreu as consequências do rompimento de uma barragem. Desta vez, a cidade atingida foi Brumadinho. Até o momento 166 pessoas morreram e 155 permanecem desaparecidas. O cenário de destruição se repete três anos após o crime ambiental ocorrido no município de Mariana e, novamente, a empresa Vale responde pela tragédia na região.

Falamos com Carine Guedes Ramos do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) sobre o trabalho com as pessoas afetadas pelo rompimento de barragem em Brumadinhos e as consequências jurídicas e políticas deste crime. Na segunda parte do programa conversamos com Camila Nóbrega que está fazendo doutorado na Universidade Livre de Berlim sobre o tema das barragens.

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[pt] O amor como um ato de resistência

a pauta LGBTQ frente ao governo de Bolsonaro

Os discursos de ódio perpetrados pelo então presidente Jair Bolsonaro contra a comunidade LGBTQ no Brasil – não somente durante a sua campanha presidencial, como também durante toda sua carreira política – alertaram pela possível retirada dos direitos até então conquistados pela comunidade e de novos atos de violência contra as minorias no país. O programa de hoje traz como convidada, Ananda Puchta, advogada e Secretária da Comissão da Diversidade Sexual e de Gênero da OAB, que acompanhou o grupo de transição do Governo Temer no que diz respeito às pautas LGBTQ. Ananda nos traz dados atuais do atual mapa da violência, informações referentes ao encontro com a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damaris Alves, e do documento « O que queremos do Estado brasileiro » apresentado à Pasta. Damaris é pastora evangélica conhecida pelas suas posições polêmicas contra grupos minoritários, especialmente LGBTQs e mulheres de áreas periféricas brasileiras.

Contamos também com a presença de Shadya e Talita, que participaram do casamento comunitário LGBTQ em Belo Horizonte, no dia 16 de dezembro de 2018, casamento esse que representou não só um ato de amor, mas principalmente um ato político e de resistência a favor da defesa dos direitos humanos no país. Elas nos falam um pouco sobre suas expectativas e percepções do governo atual.

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[pt] Pós-Eleições: os primeiros passos de Bolsonaro

Em janeiro de 2019 se inicia o mandato de Jair Bolsonaro (PSL) como presidente do Brasil. Sua campanha eleitoral foi marcada por um discurso político de extrema direita, que incitava a violência e o ódio às minorias e aos partidos de esquerda. Isso se refletiu nas ruas. A violência contra homossexuais, militantes e até pessoas comuns que se expressavam contrárias a Bolsonaro aumentaram drasticamente nas etapas finais da campanha eleitoral e persistem até agora, depois das eleições. Os ativistas políticos precisam lidar com uma situação tensa e de ameaças cotidianas. Eles temem uma repressão aos movimentos sociais por parte do novo governo.

Além deste cenário de insegurança contínua em que estão vivendo os opositores de Bolsonaro, as primeiras medidas dele como presidente já estão sendo anunciadas. As notícias mais marcantes até o momento foram a junção dos Ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente, ministérios cujos interesses são tradicionalmente opostos na política brasileira e a chamada de Sergio Moro como Ministro da Justiça, notícia que também gerou um desconforto em grandes setores da sociedade.


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[pt] Um Brasil em choque

As eleições que ocorreram no último domingo, dia 7 de outubro, deixaram grande parte da população em estado de choque. Também @s observadores internacionais observaram estarrecid@s o primeiro turno das eleições brasileiras. Nas primeiras contagens das votações, o candidato fascista Jair Bolsonaro chegou a 49% dos votos, deixando muitos apreensivos com a possibilidade de ele ganhar a corrida presidencial já no primeiro turno. Ao final das contagens 46% do eleitorado brasileiro se posicionou ao lado do ex-militar que apesar de já ter uma cadeira há 28 anos na câmara dos deputados e participar de lavagem de dinheiro para o seu partido, conseguiu se apresentar como um candidato a parte que vai combater a corrupção. Ele, o defensor da família tradicional, é pai de cinco filhos de três esposas diferentes.

Em segundo lugar ficou Fernando Haddad, candidato do partido dos trabalhadores (PT), que alcançou 29% dos votos, mais do que as previsões apontavam para ele. Mesmo assim as expectativas para o segundo turno não são das melhores. Mesmo se a oposição conseguir ampliar o apoio a Haddad, a decisão no segundo turno, que ocorrerá no dia 28 de outubro, vai ser extremamente apertada.

Mas não foi só sobre o novo presidente que vai governar o país pelos próximos quatro anos que @s brasileir@s tiveram que decidir. Neste final de semana também foram eleit@s 2/3 dos senador@s, @s deputad@s do parlamento e também de suma importância, @s governador@s dos estados.

Isso significa que há muito a ser falado e discutido hoje com Thomas Fatheuer, diretor da Kooperation Brasilien e com Gabriela Riffel, estagiária no escritório da Kooperation Brasilien.

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[pt] Entre a fronteira do ódio e da receptividade

O caso dos migrantes venezuelanos em Boa Vista

Segundo dados oficiais do governo brasileiro, cerca de 35000 venezuelanos solicitaram a legalização de seu status no Brasil, principalmente no Estado de Roraima. No entanto, autoridades estimam que mais de 75000 venezuelanos já cruzaram a fronteira brasileira à procura de melhores condições de vida, tendo em vista deterioração de seu poder de compra (e impossibilidade de compra de alimentos), grave crise econômica e política na Venezuela, além da constante violação de direitos humanos, como a restrição da liberdade de expressão. Ao chegarem no Brasil, mais do que enfrentar a fome e a pobreza, Venezuelanos têm que enfrentar diariamente atos de racismo e xenofobia de locais, como os recentes ataques aos abrigos públicos registrados no ultimo mês.

Para tratar desse assunto, temos com convidada a venezuelana Alba que trabalha com os migrantes venezuelanos junto à Fraternidade sem Fronteiras em Boa Vista. Contamos também com a presença de Fabian, Dilly e Stefani com maiores informações para este debate.

Convidada:

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